ÂNGULO - cinema pessoal
Era uma vez no Oeste
Imagem: Era uma vez no Oeste (1968, Paramount)

Mitologia e Poeira : O Oeste de Sergio Leone

"Sempre achei que o filme de faroeste é uma das poucas formas de arte que os americanos podem reivindicar para si. Assim como o jazz". Esta é uma citação de Clint Eastwood tirada do documentário de Martin Scorsese, Uma Viagem Pessoal pelo Cinema Americano (editado no Brasil em livro pela Cosac Naify, tradução de José Geraldo Couto, 2004). Responsável por dar vida a mitos e símbolos de formação dos EUA, o faroeste foi um gênero hollywoodiano tão forte que, mesmo restringindo-se a ele, diretores e atores podiam ter uma carreia longa e profílica. Um dos maiores diretores americanos já se apresentou como "meu nome é John Ford e faço faroestes".

Porém, houve mais um de momento de declínio estético e comercial; Clint Eastwood diz no mesmo documentário: "justamente quando você pensa que o faroeste se esgotou, que não há mais para onde ir com ele, aparece algo que traz um novo modo de olhar as coisas. (...) O faroeste passou por um período de macas magras no final dos anos 50, e então surgiu Sergio Leone, que trouxe uma abordagem mais contemporânea e operística, que foi algo interessante em meados dos anos sessenta". Ironicamente, coube a um diretor italiano (Leone), em estreita colaboração com um o músico também italiano (Enio Morricone), e filmando quase que exclusivamente na Europa, revigorar a certa altura um dos mais americanos dos gêneros cinematográficos.


Por uns Dólares a Mais
Imagem acima: Por uns Dólares a Mais (1965, MGM)
Três Homens em Conflito
Três Homens em Conflito
Três Homens em Conflito
Imagens acima: Três Homens em Conflito (1966, MGM)

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