| (In)compreendendo o Amor:
Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall - 1977) |
| por Marco Polli |
ATENÇÃO: PONTOS DO DESENVOLVIMENTO DO FILME SÃO REVELADOS " - Annie e eu nos separamos e isso ainda não entra na minha cabeça ... fico peneirando partes do relacionamento na minha mente, examinando minha vida, tentando descobrir quando tudo desandou...". Presente no monólogo que abre o filme, essa declaração de Alvy Singer (Woody Allen) é o motor de Noivo Neurótico, Noiva Neurótica. Em nome dessa busca de sentido, somos levados a percorrer a infância de Alvy, momentos felizes e infelizes dele e Annie Hall (Diane Keaton), casos amorosos passados de ambos e até as suas sessões de terapia. Especialmente na primeira metade do filme, esses episódios são apresentados de forma não-linear, sem ordem ou unidade aparentes, não longe do que acontece quando vasculhamos nossa memória atrás de uma explicação. Não que ao assistir Noivo..., a definição de alguma resposta pareça iminente. Antes de tudo, Woody Allen foi um daqueles que nos ajudou a destilar dos nossos encontros/desencontros amorosos e do nosso cotidiano o absurdo da comédia, ou simplesmente o absurdo. |