Esta pequena exposição começa muito bem com os cartazes de Nosferatu. O gênero do terror beneficiou-se bastante do expressionismo cinematográfico alemão. Ângulos exagerados, exploração de contraste luz/escuro, uso de sombras, o clima soturno: o terror apoiava-se na distorção visual, em imagens surpreendentes. Mais de 50 anos depois do Nosferatu de Murnau, Herzog não queria fazer mais um filme de vampiro, mas poder dialogar com esse mesmo marco estético e com a perfomance de Max Schreck como Conde Orlock.
Bem antes de produções como Cidadão Kane (1941) e O Terceiro Homem (1949), os filmes de terror da Universal absorveram elementos do expressionismo alemão no contexto da indústria cinematográfica americana. O diretor de fotografia do Drácula com Bela Lugosi é Karl Freund, que já havia trabalhado com Murnau e Fritz Lang. Os dois cartazes para esse filme mostram como o gênero pode trazer surpresas visuais, principalmente se pensarmos no cinema "respeitável" da época. Difícil contabilizar as produções baseadas diretamente na história de Bram Stoker, começando pelo próprio Nosferatu. Adicionei apenas os cartazes dos filmes com Christopher Lee e com Gary Oldman, este dirigido por Coppola. O primeiro pôster almeja um impacto imediato, e consegue. O segundo faz uma mistura interessante de elementos retrô, mas em um tom mais solene: o vermelho fica só para o título.
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