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No início de Blade Runner, vemos Leon (Brion James) passando por um teste designado a distinguir humanos de replicantes. Sua pupila é observada e ele deve responder a perguntas que procuram avaliar a sua capacidade de ter emoções genuínas. Leon fica rapidamente confuso e irritado, terminando por assassinar o seu entrevistador e fugir. Posteriormente, o teste é mostrado novamente no filme, agora aplicado por Deckard em uma replicante experimental, Rachael (Sean Young). Dessa vez, o teste se prolonga extraordinariamente, chegando a mais cem perguntas antes de Deckard poder chegar à conclusão correta. A distinção observável entre humanos e andróides é tênue e a própria evolução do filme ajuda a enfraquecê-la. Além dos replicantes, vemos diversas representações da artificialidade, sejam elas complexas como uma serpente e uma coruja artificiais, além de pequenos robôs, ou simples como um pássaro cuco, manequins, bonecos e origamis. Há um debate em torno de Blade Runner em que se discute se Deckard seria também um replicante. Para muitos, a versão do diretor lançada em 1992, a qual inclui o sonho com o unicórnio, fecharia a questão com uma reposta positiva. Eu prefiro até pensar que a ambigüidade serve melhor ao filme: baseado apenas nas ações de Deckard, como poderíamos julgá-lo como humano ou artificial? E quanto a Roy, o replicante que ao fim chega não só a demonstrar clemência por Deckard, mas uma autoconsciência sobre sua mortalidade? Como poderíamos negar seu caráter humano? |
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