ÂNGULO - cinema pessoal
Cena de Blade Runner
Cena de Blade Runner
Cena de Taxi Driver Cena de Taxi Driver
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Cena de Blade Runner

O Prazo dos Mortais: Blade Runner
(1982, 1992 / dir. Ridley Scott)
por Marco Polli

ATENÇÃO: PONTOS DO DESENVOLVIMENTO DO FILME SÃO REVELADOS

Para nos situar em outro tempo, os filmes de ficção científica nos mostram na realidade outra geografia: os personagens encontram-se em um espaço urbano diferenciado, passeiam por outra arquitetura, estão rodeados por aparatos técnicos que desconhecemos. Blade Runner constrói esse futuro de forma curiosa, apoiando-se na música de Vangelis, o diretor Ridley Scott, não abre mão do encantamento com os amplos espaços artificiais, da plasticidade do vôo das naves, ao mesmo tempo em que realça uma Los Angeles degradada, com ruas superlotadas, enfumaçadas e sujas.

O tema tecnológico que está propriamente no centro dramático de Blade Runner não tem qualquer feição futurística: os replicantes são andróides que parecem perfeitamente como os seres humanos. Como em outras grandes obras de ficção científica, o deslocamento para o futuro acaba servindo para melhor dramatizar questões fundamentais, antigas. No caso de Blade Runner, a dificuldade em se diferenciar os replicantes dos homens comuns leva-nos a pensar sobre o que é essencialmente humano, sobre os critérios para defini-lo. E ainda, através do embate do replicantes com seu curto prazo de vida, a nossa própria mortalidade é colocada à tona. Volto a essas questões a seguir.


Cena de Blade Runner
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Página criada por Marco Polli (angulocinema@uol.com.br), junho/2006
Imagens são propriedade da Warner.